No meu ponto de vista, as
duas frases são realistas, porém Geraldo Vandré, que na sua canção diz: “quem
sabe faz a hora, não espera acontecer”, talvez tenha usado de má forma,
pois, por exemplo, quando somos crianças não sabemos nos comportar de forma
adequada, porque somos apenas crianças, não mantemos muito contanto com outras
pessoas, a não ser nossos pais e outros familiares, que nos ensinam a nos
portarmos com educação, bons costumes. Isso se deve ao nosso modo de viver em
sociedade, aprendendo com a convivência e sabendo comportar-se adequadamente
perante a ela.
Então, na música de Paulinho da Viola, está
retratada a vida de um malandro que se deixou levar pela sociedade, quando, no
entanto, ele podia mudar isso, pois, sim, a sociedade influencia no nosso modo
de viver, mas também não é ela quem nos conduz durante a nossa vida, podemos
fazer nossas escolhas e traçarmos o nosso caminho.
O
sistema, de certa forma, nos rotula, dando a imagem de que o pobre favelado
sempre será o ladrão, o rico que mora em mansões sempre será o inteligente, que
terá um futuro brilhante, porém, não é isso que a sociedade nos mostra, cada
vez mais isso vem se contradizendo, quando pobres, que não tem condições de
sair de uma favela, escolhem lutar para conseguir estudos, ao invés de
escolherem a vida do crime, e ricos, que têm tudo o que precisam casa, estudos,
não aproveitam isso, jogam fora, indo para um mundo onde existem muitas drogas,
bebidas, coisas que estragam a vida de uma pessoa, perdendo assim as chances
que sempre tiveram.
Hoje
em dia, somos praticamente livres para fazermos o que quisermos de nossas vidas,
mas muitas pessoas se deixam levar pelas “normas” que a sociedade impõe, por
exemplo, a mulher sempre tem que ser a dona de casa e o homem comanda o lar,
botando comida, dinheiro em casa, isso já se tornou antiquado, uma coisa
antiga, porém ainda existem lugares onde isso é um costume, isso porque a
sociedade impôs.
Na realidade, viver dessa
forma é bom e ruim ao mesmo tempo, pois a sociedade nos educa até certo ponto,
depois acaba talvez atrapalhando.